A Águas e Energia do Porto (AEdP) alcançou, no final de 2025, um índice de Água Não Faturada (ANF) de 11,8%, estabelecendo o melhor resultado de sempre da empresa e do Município do Porto. “O Porto apresenta um valor inferior a metade da média nacional (26,9%) e muito abaixo do limiar de qualidade definido pelo regulador, o que reforça o nosso posicionamento enquanto referência de eficiência hídrica no setor”, afirma Catarina Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto.
O resultado, que fica abaixo dos 12% pela primeira vez, representa a consolidação de um patamar de excelência particularmente exigente do ponto de vista técnico e operacional. Quanto mais baixo é o índice de ANF, mais complexa, dispendiosa e especializada se torna qualquer redução adicional — e foi exatamente nesse patamar que a AEdP se manteve, conseguindo ainda melhorar a operação.
A redução da Água Não Faturada não é apenas um tema técnico — traduz-se diretamente em sustentabilidade ambiental, eficiência hídrica e energética e boa gestão de recursos públicos. Menos perdas na rede significam:
- menos água desperdiçada por fugas;
- menor necessidade de captação/aquisição de água;
- menos energia consumida no transporte e bombagem de água que se perderia;
- redução de custos operacionais;
- maior robustez do abastecimento e menos falhas de serviço;
- melhor gestão de um recurso escasso, com impacto direto na resiliência urbana.
Importa salientar que este índice corresponde à diferença entre a água que entra no sistema e a que é efetivamente faturada, integrando componentes como perdas reais (fugas e roturas), perdas aparentes (erros de medição) e consumos não autorizados. A sua redução é um indicador-chave de eficiência, sustentabilidade e qualidade de gestão do serviço.
Fonte: Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal do Porto
