A Câmara Municipal de Águeda recebeu um grupo de cinco artistas marroquinos que participaram num evento intercultural promovido pelo Município que ligou Portugal a Marrocos, no Parque Municipal de Alta Vila.
A iniciativa, que resultou da estadia de um grupo de cinco artistas marroquinos nas residências artísticas de Águeda – AgitLab, incluiu cinco performances, onde foram abordadas as tradições marroquinas e portuguesas.
“O intercâmbio cultural é uma das premissas de atuação do Município que tem resultado em muitos projetos artísticos ‘made in Águeda’ e com grande sucesso cá e lá fora“, contou Edson Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientando que a promoção das diferentes expressões culturais do mundo são sempre bem-vindas em Águeda – “casa” onde muitos jovens artistas encontraram liberdade e inspiração criativas.
A primeira apresentação intitulada “Riacho Vertical” cruzou a dança com o circo contemporâneo, onde os intérpretes usavam jogos para transitar entre cenografia, sonoplastia e virtuosismo técnico, numa “viagem sensorial de imagens e significados”.
Seguiu-se Allal Khoudar que, na Capela do Parque Municipal de Alta Vila, explorou as sonoridades e histórias de Marraquexe, numa demonstração da precisão marraquexiana, que une a música tradicional de percussão ao conto tradicional musicado.
Abdelmajid Dakdak também apresentou o seu espetáculo “Nomade”, que conta a história de um artista em busca de si mesmo que procura um lugar onde se possa estabelecer e integrar, viajando de cidade em cidade.
O intercâmbio intercultural finalizou com a exibição do filme “Mazagão, a água que volta”, realizado por Ricardo Leite e produzido por Rodrigo Areias, no Café Concerto do Parque de Alta Vila – um documentário sobre uma cidade-fortaleza portuguesa, fundada em 1514 na costa de Marrocos, e que foi mais tarde deportada para a Amazónia brasileira em 1769.

