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Vila Verde: Bienal Internacional abre espaço à liberdade criativa de jovens artistas

ByMItv

Nov 24, 2024

Com atenção redobrada nos valores da liberdade e da democracia em ano de comemoração do cinquentenário da Revolução de Abril, a XIII Bienal Internacional de Arte Jovem abriu hoje, em Vila Vede, com 102 obras selecionadas de 70 autores de diferentes continentes.

“Procuramos dar espaço e oportunidade à liberdade criativa dos jovens. Considerando que é uma organização da Câmara Municipal de Vila Verde, esta Bienal é o mais possível abrangente e inclusiva”, explicou o diretor artístico Luís Coquenão, na abertura da exposição que está patente ao público até 20 de dezembro, no Centro de Investigação e Ciências Gastronómicas.

Dos 160 projetos artísticos a concurso, o júri selecionou 102 obras de diferentes modalidades, como pintura, escultura, técnica mista, desenho, vídeo e fotografia, da autoria de jovens portugueses e de países como França, Itália, Moldávia, Brasil e China.

O júri, constituído sobretudo por artistas – alguns dos quais já vencedores de edições anteriores da Bienal –, distinguiu o jovem portuense Francisco Venâncio com o Grande Prémio Bienal Internacional de Arte Jovem, no valor de 3.000 euros, patrocinado pelo BPI/Fundação La Caixa.

O segundo prémio foi para a lisboeta Nicoleta Sandulescu, com a obra “Da série Na Casa do Corpo”. De Vila Nova Gaia, Daniela Lemos é a autora de ‘Metamorfose’ que conquistou o Prémio Revelação, patrocinado pelo IPDJ-Instituto Português do Desporto e Juventude.

O júri destacou ainda os trabalhos de cinco jovens artistas, Luísa Barros Amaral, Pedro Cunha, David Capela, Sarah Pripas e Joana Duarte, com menções honrosas que “evidenciam a enorme qualidade e a diversidade de opções criativas que a exposição congrega”.

Liberdade e criatividade

“Esta Bienal é uma demonstração de que, com critério e qualidade, fomentamos a liberdade e a criatividade”, destacou a presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, agradecendo o trabalho do júri, a colaboração dos parceiros patrocinadores e a “extraordinária” adesão de jovens artistas.

Enquadrada no reconhecimento geral da qualidade das obras e da exposição, a autarca lançou aos artistas participantes nesta Bienal os votos de “resistência, resiliência, persistência” para que “sejam felizes e tenham a oportunidade de realizar os seus sonhos”.

“Os jovens são também o presente, com importância redobrada no futuro. Continuem a construir o vosso ‘castelo’. De Vila Verde para todo o mundo, que a Bienal seja – como tem acontecido ao longo destes anos – a rampa der lançamento do vosso domínio artístico”, vaticinou Júlia Rodrigues Fernandes.

Perante a cerca de uma centena de pessoas que marcaram presença na abertura da exposição, a autarca fez questão de sublinhar o agradecimento ao trabalho júri liderado por Luís Coquenão, sobretudo na avaliação, seleção e organização de toda esta exposição, com mais de 100 obras.

O diretor artístico elogiou o espaço disponibilizado, como “o ideal para esta exposição”, aproveitando para esclarecer que “o prémio dos artistas é que as obras sejam vistas”. Já “os prémios são distinções subjetivas” e não podem condicionar a liberdade criativa.

Na cerimónia, o diretor regional do IPDJ Vítor Dias e o diretor-executivo do BPI António Gonçalves enalteceram “a associação da arte aos valores da democracia”, como “fator de promoção da liberdade e da participação ativa dos jovens” e como “mais-valia para a longevidade e desenvolvimento contínuo desta Bienal Internacional”.

Fonte: Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Vila Verde

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