Karel Pott rumou à capital para representar Portugal na modalidade de atletismo, competindo na prova de 100 metros masculinos. Juntamente com Gentil dos Santos, marcou a história ao figurar entre os primeiros atletas olímpicos oriundos de território africano a vestir as cores nacionais na competição. Esteve presente na eliminatória número oito da primeira ronda dos 100 metros masculinos, terminando a sua corrida na quinta posição, o que não lhe permitiu qualificar-se para a fase seguinte, dado que apenas os dois primeiros classificados de cada grupo avançavam na competição.
Mas a ligação de Karel Pott ao Club Sportivo Nun’Álvares foi de grande importância para a afirmação eclética da instituição, na década de 1920. Como atleta do clube, na vertente de velocidade, ajudou a promover o atletismo na cidade do Porto, elevando o prestígio da coletividade ao levá-la diretamente ao palco olímpico.
O Nun’Álvares viveu, então, um dos períodos mais dinâmicos e gloriosos da sua história. Sediado na zona do Carvalhido, consolidou-se como uma das referências do desporto nacional. Organizava eventos de grande relevo à escala nacional, como o prestigiado “Concurso Nun’Alvares”, atraindo competidores de topo. A par do Futebol Clube do Porto e do Sport Club do Porto, o Nun’Álvares foi um dos grandes motores de desenvolvimento do atletismo na região nortenha.
Fonte: Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal do Porto
