A nova exposição reúne a maioria das obras de António Carneiro pertencentes à Câmara Municipal do Porto, provenientes sobretudo de doações da família e de particulares, a que se juntaram aquisições realizadas pelo Município ao longo dos anos. A partir deste acervo, constrói-se um percurso por paisagens, autorretratos, retratos de família e pelo núcleo dedicado a “Camões lendo ‘Os Lusíadas’ aos Frades de São Domingos”.
Segundo o vereador da Cultura, “esta exposição permite um olhar para António Carneiro a partir do seu acervo e do Ateliê onde trabalhou. É responsabilidade do Museu do Porto cuidar das suas coleções, torná-las acessíveis e proporcionar novas leituras sobre os seus criadores. Ao mesmo tempo, o diálogo com a criação contemporânea de Manuel Rosa demonstra a persistência vital de Carneiro e do seu património, capaz de estabelecer novas relações e de interpelar o presente.”
Depois de uma primeira exposição dedicada à afirmação simbolista de António Carneiro e de uma segunda centrada na sua relação com a literatura, é agora o próprio acervo municipal que estrutura a narrativa. Como escreve o curador, Bernardo Pinto de Almeida, a reunião deste conjunto permite “manter aceso o conhecimento do artista e da sua obra fulgurante”, reafirmando a importância de António Carneiro na arte portuguesa de transição do século XIX para o século XX.
Fonte: Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal do Porto
