Declarações município foi tomada hoje, após a AMP recuar nas obras no histórico Coliseu da cidade portuense.
O Município do Porto deixou hoje a garantia de que não vai “deixar cair o Coliseu”. Em causa está a discordância de alguns autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP) que, voltando atrás numa posição já assumida, rejeitaram a proposta de divisão da comparticipação de cada município nas obras que aquela estrutura necessita. No final da reunião de Executivo desta segunda-feira, onde esteve presente o diretor, Miguel Guedes, o presidente da Câmara do Porto acusou a “falta de solidariedade” que encontra na AMP e deixou a ideia de que a autarquia portuense poderá inviabilizar decisões financeiras daquele órgão se também não servirem “os interesses do Porto”.
“Fomos surpreendidos com uma deliberação que teve a ver com a repartição dos fundos”, assumiu Rui Moreira, lembrando que o Município do Porto tinha previsto aumentar a sua comparticipação e até assumir a componente nacional das obras.
Para o recuo, os sete municípios argumentaram que era necessária uma reflexão mais profunda e o levantamento dos equipamentos que, tal como o Coliseu do Porto, sejam de âmbito metropolitano. Ainda que exista um “impasse”, o presidente da Câmara garante que “não vamos deixar cair o Coliseu”.
“Se for preciso candidatar [aos fundos], teremos que ser nós, já não no âmbito da Área Metropolitana, mas no âmbito do Município do Porto”, assume o autarca. No entanto, avisa, “se for assim, a Área Metropolitana terá de fazer o favor de deixar de ser sócia [da Associação] dos Amigos do Coliseu”.
Rui Moreira considera que a contribuição que a AMP tem dado para a Associação “é zero”. Por isso, e “não havendo uma vontade política, mais vale não nos incomodarmos uns aos outros”.
