Autarca confirmou que a Câmara Municipal não foi informada do abate de árvores por parte da IP e que ainda aguarda justificações.
Esta terça-feira, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, comentou com os jornalistas o abate de árvores que está acontecer na zona da Prelada, junto à VCI. Na sua intervenção, o autarca deixou bem claro, que esta situação é alheia ao Executivo e que até contraria as medidas preconizadas pelo mesmo nesta matéria.
“Sem que a Câmara Municipal do Porto tivesse sido informada, a IP resolveu deitar abaixo um conjunto extenso de árvores. São cerca de 60 árvores […] Isso causou, naturalmente, constrangimentos e consternação na população, porque essas árvores são choupos de grande porte”, sublinhou o autarca.
O presidente, diz ter sido apanhado desprevenido com a situação e afirmou que “aqui vivem pessoas […] a IP tem de perceber, por uma vez, que a VCI, sendo da sua competência e sendo um território seu, é, apesar de tudo, uma via urbana que atravessa a cidade” acrescentando que “não se pode tratar uma cidade como se trata o quilómetro 200 de uma autoestrada no meio de uma montanha”.
O Município do Porto já contactou a IP para tentar perceber o que se passa e, ao mesmo tempo, a Polícia Municipal suspendeu de imediato a intervenção acusando a empresa responsável pela gestão de infraestruturas rodoviárias de não estar a “cumprir os requisitos mínimos de segurança”.
“Aquilo que nos dizem é que é por razões de segurança. Só que não há nenhuma evidência nessa matéria”, observou Rui Moreira.
Ainda na semana passada, a autarquia portuense anunciou a plantação de 2.544 novas árvores até maio. Azevinhos, carvalhos, amieiros, medronheiros, nogueiras-negras, teixos e salgueiros são algumas das espécies a ser plantadas durante este período, quer em parques urbanos quer em caldeiras e arruamentos do concelho. As novas árvores juntam-se às 66 mil árvores e arbustos já existentes no Município do Porto.
